Jesus
morreu? Pergunta que não necessita de resposta. E morreu porque se entregou
livremente por nós. O profeta Isaías no capítulo 53, versículo 5, afirma: “Mas ele foi castigado por nossos crimes, e
esmagado por nossas iniquidades; o castigo que nos salva pesou sobre ele; fomos
curados graças às suas chagas.” Você pode argumentar: se Jesus não pecou,
como pode ter morrido se a Bíblia nos diz que “o salário do pecado é a morte?” (Romanos 6,23). Se para livrar um
grande amigo da prisão eu tomo a sua culpa sobre mim, ele está isento da culpa,
e o culpado agora sou eu, mesmo não tendo cometido o crime. Jesus assumiu os
nossos crimes, iniquidades e pecados. O Homem-Deus tornou-se voluntariamente
culpado e réu de morte. O Deus-Homem permaneceu isento do pecado. E Jesus-Homem
morreu crucificado.
Maria
foi preservada do pecado das origens por uma graça especial de Deus (leia o
texto “Maria nasceu sem pecado?)”. Ela não tomou sobre si as nossas culpas para
tornar-se culpada. Sendo assim, não passou pela morte real. Segundo
Hipólito – escritor do I século – “a passagem” da Virgem Maria deu-se no ano 41
d.C. sob a forma de “dormição”. Daí, ela foi arrebatada aos
céus de corpo e alma por miríades de anjos.
Segundo uma
tradição, a sua dormição ocorreu em Éfeso, rodeada pelos Apóstolos que a
assistiram até o final; e segundo a Igreja este fato deu-se em Jerusalém. Por
esse motivo é lá que encontramos a Basílica da Dormição.
O que enche o nosso
coração de alegria é sabermos que no céu existem duas pessoas com os corpos
iguais aos nossos, corpos glorificados, esperando um dia pela nossa chegada,
porque “na casa de meu Pai há muitas moradas” – prometeu-nos Jesus.
Antonio Luiz Macêdo
Imagem Google
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