Com
a consciência tranquila submete-se a essa injustiça insuflada por inveja, e
coloca em prática – sem revide e sem mágoa – os votos que fizera ao abraçar o
chamado de Deus para exercer um sacerdócio puro e santo: a obediência integral;
a pobreza evangélica e a castidade sem reservas.
A Igreja
o degredara, mas o seu coração estava pleno da confiança no seu Senhor. A sua
fidelidade foi sempre a sua marca registrada.
Continuou
fazendo o seu apostolado entre os pobres, excluídos e necessitados. Acolhia a
todos com o mesmo amor e atenção. Aos poucos, através de atitudes e gestos que
revelavam a humildade e a fé dos quais o seu coração era possuidor, sua fama se
espalha pelo sertão nordestino, fazendo do Juazeiro do Norte uma cidade
cosmopolita.
Uma
de suas frases mais conhecidas e que mais proferiu como Fundador daquela
pequena vila: “Eu sou filho de Crato, mas Juazeiro é meu filho”.
Para
nós, a demora foi grande; mas o tempo de Deus finalmente cumpriu-se no dia 13 de dezembro de 2015, durante a solenidade da Abertura
das Portas da Catedral de Nossa Senhora da Penha, presidida por Dom Fernando Panico, dando início na Diocese ao Ano Jubilar Extraordinário da Misericórdia. Como primeiro fruto do Ano Santo, a Igreja abraça novamente “Meu Padim”, aquele que não deixou por um
instante sequer de abraçar a Igreja.
Bendito
Ano da Misericórdia promulgado pelo Papa Francisco. O Papa da misericórdia, dos
pobres, dos excluídos, dos necessitados; o Papa da ternura, da bondade, do encontro
e do amor: qualidades que marcaram a vida do “Padim Ciço”.
A justiça
humano-divina foi realizada. A festa no céu e nos sertões nordestinos se
perpetuará para sempre no coração e na alma de cada juazeirense, de cada
romeiro, de cada romeira. “Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo”.
Antonio Luiz Macêdo
Imagem
Google

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